Sou vaso
Deus-Pai, eis-me aqui, sou vaso!
Eu me entrego, eu me desfaço
E reconheço que sou barro!
Estou descendo à casa do Oleiro
E lá eu me doou por inteiro.
Eu me quebranto nesse processo
Está doendo, mas é necessário!
Eu não posso receber honra para mim
Se tudo que sou vem de Ti!
Não me deixes esquecer
Que de Ti sou dependente
Sou feita de barro
Ser humano carente!
Senhor, mas, humildemente, te peço
Se eu puder escolher um tipo de vaso
Eu quero ser aquele de alabastro
E me derramar em puro nardo!
Aline Porto
Referências: Jer.18.1-6; Mc.14.3.


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